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Juiz é afastado por suspeita de assediar envolvidas em processos no ES

 Juiz é afastado por suspeita de assediar envolvidas em processos no ES

O caso que levou o magistrado a ser afastado é de julho de 2015

  Por Redação

  27.fevereiro.2019 às 16:06Atualizado em 27.fevereiro.2019 às 16:17

O juiz Vanderlei Ramalho Marques, afastado da função após supostamente ter um caso com uma mulher presa por tráfico de drogas na Serra, pode ter assediado outras mulheres, entre elas advogadas, envolvidas nos processos em que julgava.

Os indícios são apontados no voto do corregedor geral da Justiça, o desembargador Samuel Meira Brasil Júnior, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

A investigação também mostra que existem indícios que o juiz Vanderlei "tentou abordagem similar durante o expediente, com outras mulheres, advogadas, prometendo vantagem em processos sobre a sua responsabilidade, caso saíssem juntos".

Sobre o caso

O afastamento do magistrado foi em julho de 2015 e, na época, ele julgou o processo de um Paulo Fernando Alves Queiroz, de 22 anos, e Sabrina Torres Silva, de 24 anos, presos dentro de casa com 46 buchas de maconha, uma arma falsa e dois vasos de planta com maconha.

Um mês após a prisão, o juiz Vanderlei decidiu por manter o rapaz preso e dar liberdade provisória para a jovem. Uma das condições imposta a ela, para o abrandamento da pena, era que ela comparecesse todos os meses ao Fórum da Serra, onde o juiz atuava.

A partir daí, segundo o depoimento da acusada à corregedoria, ela e o juiz começaram a se aproximar, com ligações telefônicas e trocas de mensagens.

Em um dos trechos, a mulher pede para que o juiz interfira na soltura do marido. Ele diz que não conversaria o assunto por telefone. O relacionamento entre os dois teria durado onze meses. Com o fim do suposto caso, cinco meses depois, Vanderlei determina que a mulher seja presa novamente.

A mulher que teria se relacionado com o juiz prestou depoimento à Corregedoria do Tribunal de Justiça. Ela conta que recebeu supostas ameaças e que ele dizia que "acabaria com a vida dela" e que "faria ela voltar para a cadeia".

Segundo o corregedor-geral, sem uma justificativa convincente, o Ministério Público Estadual recorreu da decisão. O recurso só foi acatado sete meses depois, com a determinação da prisão dos acusados.

Afastado, mas salário na conta

O juiz Vanderlei foi afastado temporariamente até que a apuração seja concluída. Até lá, ele continua recebendo o salário de R$ 27 mil, fora os auxílios.

Caso a corregedoria conclua que o juiz é culpado, ele será, no máximo, aposentado compulsoriamente. Além disso, o Ministério Público vai definir se irá processá-lo na esfera criminal.


Fonte: Tribunal de Justiça do ES

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