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Justiça mantém prisão de filha acusada de roubar R$ 725 mi da mãe

Justiça mantém prisão de filha acusada de roubar R$ 725 mi da mãe

Entre janeiro de 2020 e abril de 2021, Geneviève foi ameaçada de morte, inclusive com faca no pescoço, e maltratada por Sabine.

  Por redação

  13.agosto.2022 às 09:03

O Tribunal da Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve a prisão temporária de Sabine Boghici (foto em destaque), filha da idosa vítima de um golpe milionário, e das falsas videntes Rosa Stanesco Nicolau e Jacqueline Stanescos Gouveia. A Justiça também manteve a prisão do filho de Rosa, Gabriel Nicolau.

Os juízes Rachel Assad Cunha, Ariadne Villela Lopes, Mariana Tavares Shu e Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito consideraram que as prisões temporárias dos presos, expedidas pela 23ª Vara Criminal da Comarca da Capital, estão regulares.

Sabine Coll Boghici é filha do marchand Jean Boghici, falecido no Rio de Janeiro em 2015, e de Geneviève Rose Marie Coll Boghici, 82 anos. Ela e as comparsas são acusadas de dar golpe na mãe idosa, que morava na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o bando roubou cerca de R$ 725 milhões — entre obras de artes, joias e dinheiro — de Geneviève .

Cárcere privado e ameaças

De acordo com as investigações e denúncia da própria idosa à polícia, Sabine Boghici articulou um plano para tirar dinheiro da mãe usando falsas videntes.

Após duas semanas fazendo transferências bancárias milionárias, Geneviève foi presa dentro de casa. Com o pretexto da pandemia da Covid-19, Sabine dispensou os funcionários que trabalhavam para a mãe, passou a controlar os telefones e a impediu de sair de casa.

Entre janeiro de 2020 e abril de 2021, a idosa foi ameaçada de morte, por vezes com uma faca em seu pescoço, e mal alimentada pela filha. De acordo com o delegado, Geneviève conseguiu fugir em 7 de abril de 2021, após ser deixada sozinha em casa. A idosa usou uma chave reserva que tinha para escapar.

A demora para denunciar o caso, no entanto, se deu por não querer denunciar a própria filha. No entanto, em janeiro deste ano, Geneviève decidiu contratar um advogado e denunciar o caso.

De acordo com a investigação, a idosa teve joias e três relógios da marca Rolex levados, o que, segundo ela, seria um prejuízo estimado em R$ 6 milhões. Além disso, o grupo movimentou cerca de R$ 5 milhões em transferências bancárias e roubou 16 obras de artistas renomados, como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti. Destas, 14 foram recuperadas.

Confira as obras levadas, segundo as investigações:

1) O Sono, de Tarsila do Amaral: R$ 300 milhões; 2) Sol Poente, de Tarsila do Amaral: R$ 250 milhões; 3) Pont Neuf, de Tarsila do Amaral: R$ 150 milhões; 4) Ela, aquarela, de Cícero Dias: R$ 1 milhão; 5) Aquarela sem título, de Cícero Dias: R$ 1 milhão; 6) Desenho representando uma paisagem, 1935, de Alberto Guignard: R$ 150 mil; 7) Rue des Rosiers, de Emeric Marcier: R$ 150 mil; 8) Église Saint Paul, de Emeric Marcier: R$ 150 mil; 9) Porto de Pesca rem Hong-Kong, de Kao Chien-Fu: R$ 1 milhão; 10) Coruja ao Luar, de Kao Chi-Feng: R$ 1 milhão; 11) Retrato, de Michel Macreau: R$ 150 mil; 12) Mulher na Igreja, de llya Glazunov: R$ 500 mil; 13) Mascaradas, de Di Cavalcanti: R$ 1,5 milhão; 14) O Menino, de Alberto Guignard: R$ 2 milhões; 15) Maquete Para Meu Espelho, de Antônio Dias: R$ 1,5 milhão; 16) Elevador Social, de Rubens Gerchman: R$ 1,5 milhão.


Fonte: Metrópoles

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