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Empresa que fez a transferência de jovem que morreu em ambulância no ES fala sobre o caso

Empresa que fez a transferência de jovem que morreu em ambulância no ES fala sobre o caso

A Removida divulgou uma nota em que afirma que a transferência de Kevinn Belo Tome seria para o pronto-socorro do Hospital Infantil de Vila Velha

  Por Redação

  05.maio.2022 às 14:04

A empresa responsável pelo transporte de Kevinn Belo Tome, de 16 anos, se pronunciou sobre o caso e contou detalhes do procedimento de transferência dele de Cachoeiro de Itapemirim para a Grande Vitória. O adolescente morreu no último sábado (30) enquanto aguardava atendimento no Hospital Infantil de Vila Velha (Himaba).

A nota de esclarecimento foi divulgada na noite desta quarta-feira (04), nas redes sociais da Removida, após a repercussão do caso. A empresa presta serviços de remoção de paciente em ambulância tipo UTI Móvel para a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

Na publicação, a Removida explica que o paciente saiu do Pronto Atendimento Municipal Paulo P. Gomes, em Cachoeiro de Itapemirim, com destino ao pronto-socorro do Himaba e reforçou que não se tratava de uma transferência para um leito de enfermaria.

Na última terça-feira (03), o advogado responsável pela defesa das médicas plantonistas do Himaba, que foram afastadas logo após a morte do adolescente, disse que o requerimento de transferência do pronto atendimento de Cachoeiro para o Hospital Infantil de Vila Velha solicitava uma vaga de enfermaria.

De acordo com a Removida, ao chegar no Himaba, a equipe da ambulância realizou o procedimento padrão de remoção, retirou o paciente da ambulância e o levou ao setor de destino, sendo recepcionados por profissionais da emergência do Hospital.

"A equipe de remoção foi informada que o atendimento ao paciente Kevinn não seria possível, obrigando-os a retornarem com o paciente para ambulância. De acordo com as informações repassadas no momento da solicitação da remoção, o paciente possuía autorização pelo Setor de Regulação de Vagas do SUS para ser transferido ao pronto-socorro do Himaba, setor apto para atender aos pacientes em urgência e emergência", complementou a empresa.

Segundo a empresa, a equipe de remoção permaneceu por cerca de quatro horas no hospital, esperando que o paciente fosse atendido e recepcionado pela equipe do Himaba.

"Embora a UTI Móvel seja o tipo de remoção médica com o maior nível de recursos e equipamentos, não se compara aos recursos e equipe multidisciplinar da UTI Hospitalar", destacou a empresa.

O jornalismo da Rede Vitória teve acesso à ficha de atendimento da empresa responsável pelo transporte de Kevinn Belo Tome. O documento aponta que o adolescente apresentava um quadro "gravíssimo" ao deixar o pronto atendimento de Cachoeiro de Itapemirim, onde ele estava internado até então.

Advogado diz que médicas se empenharam para conseguir vaga para adolescente

As médicas que estavam no plantão do Hospital Infantil de Vila Velha foram afastadas do cargo. O advogado de defesa, Jovacy Peter Filho, destacou que as médicas, que não tiveram os nomes divulgados, são intensivistas e, no dia do ocorrido, estavam responsáveis pelo setor de emergência.

O advogado negou a omissão de socorro e disse que as profissionais se empenharam na tentativa de conseguir uma vaga para Kevinn no próprio Himaba ou em outro hospital, por meio da Central de Regulação de Vagas.

Segundo Jovacy, o requerimento de transferência do pronto atendimento de Cachoeiro para o Hospital Infantil de Vila Velha solicitava uma vaga de enfermaria para Kevinn. No entanto, o garoto chegou ao Himaba já intubado, o que indicava que ele deveria ser levado para o setor de emergência.

"O fato dele estar intubado já altera a classificação de risco dele. E essa é uma pergunta que precisa ser respondida pela Secretaria de Saúde: em qual momento foi alterada a categoria desse paciente, de um paciente de baixo risco para um de maior gravidade, portanto com maior risco para a saúde", questionou.

"Será que a remoção de um paciente com a gravidade em que ele estava era recomendável? E se era recomendável, por qual motivo e por quem foi determinado? E se não era recomendável, por que ainda assim aconteceu?", continuou o advogado.


Fonte: R7

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