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Iranianos não cantam hino nacional em protesto por diretos das mulheres

Iranianos não cantam hino nacional em protesto por diretos das mulheres

Após algumas manifestações nas redes sociais, jogadores do Irã ficaram em silêncio durante execução da canção. Nas arquibancadas, diversos cartazes pediram igualdade no tratamento.

  Por Redação - BLN

  21.novembro.2022 às 15:07

(Foto: Fadel Senna/AFP) A Copa do Mundo está intimamente ligada a diversas manifestações por direitos humanos, dos trabalhadores, das mulheres e da causa LGBTQIA+. E não envolve apenas situações envolvendo o Catar, restrito país-sede da edição de 2022. A primeira partida desta segunda-feira (21), entre Inglaterra e Irã, inclusive, foi palco de manifestações de jogadores no gramado e torcedores na arquibancada. Apesar de diferentes, os gestos têm, basicamente, uma mesma missão.

A cerimônia de abertura foi marcada por uma manifestação iraniana. Antes de a bola rolar, quando as seleções estavam perfiladas para a execução dos hinos nacionais, jogadores do Irã optaram por não cantar a canção. A ação foi considerada um protesto a favor dos direitos de mulheres. No país, elas são proibidas de frequentar estádios de futebol. A transmissão também flagrou uma imagem impactante. Uma torcedora foi flagrada chorando e aplaudindo a atitude dos atletas.

Nas arquibancadas, diversos cartazes com as cores do Irã estavam com mensagens pedindo liberdade às mulheres do país. O Irã atravessa uma grande onda de protestos pela morte de Mahsa Amini. A jovem de 22 anos foi detida pela polícia iraniana sob a acusação de violar as regras do país sobre o uso de hijab, tradicional lenço islâmico utilizado para cobrir a cabeça. Nas últimas semanas, jogadores do país se posicionaram de forma favorável às reivindicações.

Antes de a Copa do Mundo começar, a Fifa se mostrou atenta para possíveis protestos das seleções nos gramados. Em carta enviada aos 32 participantes da competição, a entidade máxima do futebol aconselhou os países a se manterem neutros sobre questões políticas. No entanto, o meio-campista Ali Karimi e os atacantes Sardar Azmoun e Mehdi Taremi foram na contramão da recomendação. Nas redes sociais, eles postaram mensagens incentivando as manifestações.


Fonte: Correio Braziliense

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