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Condenado por estupro, Robinho participa de manifestação pró-Bolsonaro

Condenado por estupro, Robinho participa de manifestação pró-Bolsonaro

Para não ser reconhecido nas ruas de São Vicente-SP, Robinho usou máscara sobre o rosto, colocou óculos, tapou a cabeça e se enrolou em uma bandeira do Brasil.

  Por Redação - BLN

  03.novembro.2022 às 08:50Atualizado em 03.novembro.2022 às 09:00

Condenado por estupro pela Justiça da Itália, o ex-atacante Robinho, com passagem pelo Atlético em 2016 e 2017, saiu às ruas de São Vicente-SP disfarçado nesta quarta-feira (2) e participou de um protesto contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.

Para não ser reconhecido nas ruas da cidade do Litoral Paulista, Robinho usou máscara sobre o rosto, colocou óculos, tapou a cabeça e se enrolou em uma bandeira do Brasil.

Uma das pessoas que acompanhou o ex-jogador na manifestação em São Vicente carregava um cartaz pedindo "intervenção federal", sugerindo um golpe pela vitória de Lula (PT) nas urnas.

Condenado em última instância na Justiça da Itália a nove anos de prisão por estupro, Robinho é alvo de um pedido de extradição feito pelo Ministério da Justiça italiano em 4 de outubro deste ano.

O amigo do jogador, Ricardo Falco, recebeu a mesma pena e também teve a extradição solicitada pelo órgão.

Em 19 de janeiro de 2022, a Suprema Corte da Itália confirmou a condenação de Robinho e Falco a nove anos de cadeia por violência sexual, mantendo as penas impostas em primeira e segunda instâncias.

Caso de estupro

Os dois foram sentenciados por conta do estupro de uma jovem albanesa em 22 de janeiro de 2013, quando a vítima tinha 22 anos de idade. A mulher estava na mesma boate que Robinho e cinco amigos dele, em Milão, mas só se juntou ao grupo após a esposa do então jogador do Milan voltar para casa.

Segundo a acusação, Robinho e seus amigos ofereceram bebida à vítima até "deixá-la inconsciente e incapaz de se opor". De acordo com a reconstrução feita pelo Ministério Público, o grupo levou a jovem para um camarim da boate e, se aproveitando de seu estado, praticou "múltiplas e consecutivas relações sexuais com ela".

Os outros quatro envolvidos no caso não foram rastreados pela Justiça da Itália e não puderam ser processados.

Em uma conversa telefônica grampeada, Robinho disse ao amigo Jairo Chagas, que o alertara sobre a investigação: "Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu".

"Olha, os caras estão na merda. Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei naquela garota. Vi os outros foderem ela, eles vão ter problemas, não eu. Eram cinco em cima dela", afirmou o atleta na conversa.

No entanto, após Chagas dizer que havia visto Robinho "colocar o pênis dentro da boca" da vítima, o atacante respondeu: "Isso não significa transar". Os advogados do jogador alegam que ele é inocente e que a relação foi consensual.

Vida fora dos gramados

Robinho jogou pela última vez em 2020, quando defendia o Istanbul Basaksehir, da Turquia. Dois meses depois, ele chegou a ser anunciado pelo Santos, mas o clube decidiu cancelar a contratação após a pressão da torcida e patrocinadores por causa do processo por estupro.

Recentemente, Robinho foi flagrado na praia ao lado de Diego Ribas, ex companheiro de Santos.

Durante a corrida eleitoral brasileira, o ex-atacante usou suas redes sociais para declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro na disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva.

O futuro de Robinho dependerá agora do governo do Brasil, que, historicamente, não extradita seus próprios cidadãos. Os dois países, contudo, podem chegar a um acordo para que o ex-jogador cumpra sua sentença em uma penitenciária brasileira.


Disfarçado, Robinho protestou contra eleição de Lula


Fonte: Super Esportes

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