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Coaf diz que Deolane movimentou R$ 13 milhões. Novas investigações.

Coaf diz que Deolane movimentou R$ 13 milhões. Novas investigações.

Coaf diz que Deolane movimentou R$ 13 milhões; novo inquérito investiga lavagem de dinheiro e relações com o PCC

  Por Redação

  12.agosto.2022 às 16:31

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostram que a empresa da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra movimentou quase o triplo do limite permitido. Documentos da Polícia Civil de São Paulo, obtidos com exclusividade pelo SBT, também indicam que ela teria participado de negócios duvidosos que anuncia nas redes sociais. A polícia investiga o envolvimento do advogado com o crime organizado.

Segundo o Coaf, a empresa de Deolane movimentou R$ 13 milhões entre maio de 2021 e maio de 2022, bem acima do limite de R$ 4,8 milhões estabelecido pelo Simples Nacional. A nova investigação foi iniciada na mesma delegacia responsável pela busca realizada na mansão Deolane Bezerra em julho. Apesar de tentar demonstrar que seu patrimônio recente foi formado por meio de contratos publicitários, o craque das redes responderá por crimes contra relações de consumo e associação criminosa.

advertimento enganoso

Os negócios costumam ser anunciados por Deolane, nas redes, como propostas rentáveis. Em um deles ela diz: “E não porque sou embaixadora, mas o Lance Milionrio é o melhor do mercado”. Em publicação recente, o advogado também cita: “a empresa que mais gosto de promover hoje em dia, não tenho emprego, não me enche a paciência, o retorno é muito bom”.

Em outra publicação, a advogada, além de anunciar e vender um produto com características de jogos de azar, publica em seu instagram que seu filho de 16 anos utiliza a plataforma para jogos e anuncia que o rapaz ganhou e resgatou R$ 10. mil.

Deolane está sendo investigada ao lado das irmãs Daiane e Daniele Bezerra, que aparecem como sócias da empresa “Bezerra Publicidade” e usam anúncios anunciados com métodos semelhantes.

De acordo com a pesquisa, “os influenciadores não estão atuando como ‘propagandas’ dos itens, na verdade, eles atuam como ‘parceiros reais’ dos produtores, de forma a receber um ‘porcentagem’ na venda de cada um”.

O documento aponta para a prática “repetida” de crimes contra as relações de consumo, uma vez que os envolvidos se aproveitam da capacidade de seduzir seus seguidores e da confiança que neles depositam.

Se ficar comprovado que Deolane e suas irmãs enganaram o consumidor ou usuário, por indicação ou declaração falsa ou enganosa sobre o bem ou serviço, por meio de publicidade, serão punidos com reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou tudo bem.

Evasão fiscal e lavagem de dinheiro

A polícia também acusa o advogado de evasão fiscal. Deolane declarou à Receita Federal o total da renda tributável no valor de R$ 67.026,32, renda incompatível com uma vida de luxo e ostentação.

“Analisando a modesta declaração de imposto de renda ‘pessoa física’ dos investigados, constatamos que ela contrasta com o estilo de vida ‘luxuoso e caro’ da influenciadora digital Dra Deolane, razão pela qual entendemos os motivos das comunicações feitas pela instituição bancária à Coaf diante da identificação de indícios de evasão fiscal”, diz o documento.

De acordo com o levantamento, é possível que parte do volume que se acredita ter origem em contratos de publicidade, “na verdade, possa resultar de atividade destinada à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas”.

nova pesquisa

A Polícia Civil também comunicou ao Judiciário a abertura de um terceiro inquérito contra Deolane Bezerra, por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Com base em documentos do Coaf, a polícia vai investigar os negócios do advogado com integrantes do crime organizado.

Deolane comprou carros de pessoas ligadas a duas empresas de transporte coletivo de ônibus na cidade de São Paulo: Upbus e Qualibus. As duas empresas, segundo a polícia, são controladas por membros da facção criminosa do Primeiro Comando da Capital, o PCC. O influenciador também vendeu veículos para essas pessoas, o que a polícia define como lavagem de dinheiro.

Pelo menos dois carros de Deolane foram apreendidos em julho. O advogado pediu à Justiça que devolvesse os veículos, mas o pedido foi negado.

A defesa de Deolane foi solicitada, mas até agora ele não respondeu às perguntas do repórter. Quando houver uma resposta, ela será adicionada a este texto.


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