Empresários são presos por tortura e racismo após queimarem jovem com ferro quente

Dois empresários foram presos por tortura e racismo após queimarem um jovem negro com ferro quente e alegarem “brincadeira”. A polícia classificou o caso como cruel e destacou a gravidade da violência contra uma vítima indefesa com deficiência auditiva.

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- Foto: Polícia Civil Crédito: Ascom - PCBA

A Polícia Civil prendeu dois empresários acusados de tortura e racismo após queimarem um jovem negro com deficiência auditiva usando ferro quente, em Livramento de Nossa Senhora. O caso gerou revolta e mobilizou autoridades, diante da violência extrema contra a vítima.

Suspeitos tentam justificar crime

Segundo o delegado Cláudio Oliveira, responsável pela investigação, os empresários afirmaram que tudo não passou de uma “brincadeira”. No entanto, a polícia rejeitou essa versão e destacou a gravidade da agressão.

“Eles alegaram que estavam brincando. Foi uma crueldade pegar uma pessoa pobre, indefesa, e marcar como se fosse um animal”, afirmou o delegado.

Crime envolve tortura, racismo e lesão corporal

Os suspeitos são donos de um galpão de cereais e, além de tortura e racismo, também respondem por lesão corporal. Por isso, eles podem enfrentar penas severas na Justiça.

Além disso, o delegado comunicou oficialmente o caso ao Ministério dos Direitos Humanos, o que amplia a repercussão institucional do episódio.

Violência remete a práticas desumanas

O crime chocou pela brutalidade e pelo simbolismo. Isso porque o ato de marcar alguém com ferro em brasa remete a práticas históricas de desumanização, associadas ao período da escravidão.

Dessa forma, o caso não apenas revela violência física, mas também expõe uma mentalidade marcada pela desvalorização da vida e pela crença na impunidade.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil segue apurando os detalhes do crime e deve ouvir testemunhas nos próximos dias. Enquanto isso, os empresários permanecem à disposição da Justiça.