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Leilão da Viação Itapemirim


Toninho Carlos

Toninho Carlos

Toninho Carlos é jornalista no Espírito Santo

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  01.dezembro.2021

Afinal, a quem devemos culpar e cobrar?

Um patrimônio histórico apenas para a cidade de Cachoeiro de Itapemirim – ES. Para a justiça da 1ª Vara da Falência e Recuperações judiciais de São Paulo, apenas mais um caso entre centenas. Para os leiloeiros, o que importa são os números e o movimento de um indefeso martelo. No que se refere aos advogados, a velha máxima de “quanto pior melhor”, ou seja: se a farinha é pouca, meu pirão primeiro.

A realidade é que todos estão de barriga cheia. Exceto, centenas de funcionários que passam humilhações, privações e necessidades diversas. Alguns já partiram deste mundo deixando para trás, apenas sonhos. Mas para a justiça, leiloeiros e advogados isso é mero detalhe. É preciso entender que um processo de tamanha importância como é o caso da recuperação judicial do Grupo Itapemirim exige muitas decisões e cuidados técnicos e amparo judicial. Quem tiver com fome que espere.

Cinco anos são passados e nenhuma solução é encontrada. Três leilões já autorizados e o martelo não bate à mesa. Burocracia, má vontade em encontrar solução ou um jogo que contemple as partes favorecida em desfavor dos menos favorecidos? O que precisa ficar claro no edital de praça de leilão é o que está sendo leiloado, e se existe decisão judicial que não coloque em risco o arrematador. Nenhum investidor vai colocar alta quantidade de dinheiro em um projeto se não tiver segurança jurídica.

A área que envolve todo o Grupo Itapemirim em Cachoeiro de Itapemirim é de 750 mil metros quadrados, e seu valor estimado é de R$ 132 milhões, mas o lance inicial parte de R$ 66 milhões, muito aquém da dívida de R$ 2 bilhões levantadas entre compromissos trabalhistas, fiscais, bancos e fornecedores.

O novo dono da Itapemirim, Sidnei Piva de Jesus contesta os valores, e sua redução é tida como certa. Mas a pergunta é: O valor a ser conseguido com o leilão será suficiente para acertar as contas com os ex-funcionários? O dinheiro a ser arrecadado terá como prioridade o acerto trabalhistas e previdenciários de quem deu parte de suas vidas a construir este império, hoje em completo estado de abandono? Eles não têm culpa das más gestões e das discussões jurídicas que retardam o leilão.

Todas as perguntas precisam de respostas, e no momento a que mais incomoda, e sem ela os outros questionamentos ficam no vazio é: O leilão vai ser concretizado? Vai ter lances? Existe compradores interessados? O Grupo Cola contesta o Registro – RGI 128. O mercado imobiliário acena a existência de pretendentes, mas é preciso deixar claro o que irá a leilão. Existem dúvidas e embaraços que causam insegurança.

Na venda do Grupo Itapemirim para os empresários paulistas, Sidnei Piva de Jesus e Camila de Souza Valdívia ficou acertada que a área conhecida como parte histórica da empresa ficaria para a família do empresário Camilo Cola. No entanto os novos donos não estariam cumprindo o acordo firmado entre as partes, causando insegurança jurídica aos futuros arrematantes.

A parte histórica da Itapemirim, num total de 72.322 mil metros quadrados, pelo contrato firmado e como firma reconhecida em Cartório deveria ser desmembrada da área total de 240.796,82 mil que envolve a matrícula a RGI 128, razão pela qual o questionamento. Outra área em questão é onde funcionava a Gráfica Itabira em frente à sede da empresa e que também teria ficado com a família Cola.

O certo é que novo leilão encontra-se aberto até o dia 13 de dezembro deste ano, com lance inicial de R$ 66 milhões.

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