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O cenário de Dick Farney


Társis Dellano

Társis Dellano

Estudante de Direito, palestrante, apreciador de música popular brasileira e literatura, comunicador especializado em ouvidoria e atendimento ao público

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  30.dezembro.2021

DEDICATÓRIA

Dedico esse texto à Zaira Rezende, Silvia Azevedo e Joseane Bispo. Essas três pessoas não são melhores do que qualquer outro leitor da Folha do ES, mas são queridas e respeitadas por todos em nossa cidade. Porém, se isso ainda não for considerado um bom motivo, posso elencar outros:

1) Zaira me acolheu como um filho quando fui trabalhar na mesma repartição em que ela foi servidora até janeiro desse ano;

2) Silvia vê em mim um potencial que por muitas vezes eu mesmo não consigo enxergar. Além disso, a ideia desse texto foi uma indicação feita diretamente por ela após ler o artigo sobre Cauby Peixoto;

3) Joseane é uma grande amiga e incentivadora. Ademais, curtimos e compartilhamos diversos momentos de longas conversas sobre histórias do nosso município e da MPB.

Caros leitores, se estas razões ainda forem consideradas frágeis para sustentar o direcionamento desta dedicatória, corrijo-me: dedico esse texto à Zaira Rezende, Silvia Azevedo e Joseane Bispo por cada momento em que passamos juntos.

INTRODUÇÃO

Para ser sincero, eu já vinha tentando escrever esse texto há um bom tempo. No entanto, me deparei com a correria da finalização do curso de Direito e com alguns imprevistos. Impactos de dias turbulentos? Crise criativa? Pensamentos em outra dimensão? Nem eu mesmo tenho a resposta certa e definitiva.

Assim sendo, as indagações surgiram gritando: “bem que eu poderia começar como uma espécie de biografia”; “uma linha do tempo seria ideal”; “pode ser interessante focar no Jazz e na Bossa Nova”. Acontece que ao tentar ouvir muitas vozes, ainda que as internas, pode nos deixar em pleno estado de confusão.

Eis que, sabendo todos que não sou biógrafo e tampouco um historiador, na escuridão de uma madrugada de dezembro, uma ideia surgiu como a luz no fim do túnel, a luz que eu precisava. A partir dos próximos parágrafos, vocês conhecerão Dick Farney sob o ponto de vista de “apenas um rapaz latino-americano” que transcende na voz do nosso homenageado.

CONHECENDO DICK POR ACASO

Não preciso repetir aqui a minha admiração por Cauby Peixoto, quem convive comigo está enjoado de tanto me ouvir falar sobre isso, e vocês leitores também. Acontece que ao assistir uma entrevista de Cauby no “Roda Viva”, meu exímio artista revelou que um tal de Dick Farney era o seu grande ídolo. Não seria novidade se eu contasse que surgiu daí o interesse em conhecer esse cara de nome legalmente americanizado.

DEPOIS DE TANTAS PESQUISAS

Após escutar dezenas de canções na voz de Dick, cheguei à uma conclusão: devo mudar conceitos formados e reconhecer que essa é a voz mais exuberante que eu já ouvi em toda a minha vida. E acreditem, tenho essa mesma sensação sempre que a sua música chega aos meus ouvidos.

Por outro lado, repetidamente quando alguém pedia para explicar o motivo dessa consideração, eu não achava a devida resposta. No entanto, certa vez um programa de TV definiu Dick Farney da seguinte maneira: “ele cantava como quem canta aos ouvidos da mulher amada”. Meus amigos, melhor definição seria impossível. O romantismo presente no grave aveludado de Dick é algo que eu jamais contemplei em qualquer outro cantor.

PRINCIPAIS SUCESSOS

Em quase cinco décadas de carreira e cerca de trinta LP’s lançados, o repertório de Dick Farney é muito extenso, mas algumas de suas gravações jamais deixarão as paradas de sucessos, são elas: “Marina”, “Copacabana”, “Este Seu Olhar”, “A Saudade Mata a Gente”, “Nick Bar”, “Alguém Como Tu”, “Um Cantinho e Você” e “Aeromoça”.

Amo imensuravelmente todas as canções citadas, mas “Este Seu Olhar” e “A Saudade Mata a Gente” são as minhas prediletas. Porém, deixo aqui um “Apelo”, quando vocês tiverem algum tempo livre, escutem qualquer música na voz de Dick Farney. Se você não o conhece, ele irá te surpreender. Se você já o ouviu alguma vez, revelo aqui um segredo: ele está cantando cada vez melhor.

DESCREVENDO

Dick Farney é a mistura da elegância com a delicadeza e o romantismo. É um cantor que fez um estrondoso sucesso nas décadas de cinquenta e sessenta, mas que até hoje ainda tem o seu espaço entre os casais apaixonados. Onde há amor, sempre haverá um bom lugar para a voz do galã Dick Farney.

FINALIZANDO

As festas de fim de ano, representadas pelas cores prata, dourado e branco, remetem a elegância do nosso cantor carioca que faria cem anos de idade em novembro desse ano. E é com todo o glamour do timbre de Dick, romantismo das músicas e delicadeza das suas interpretações, que desejo um 2022 tão espetacular como quem tem a sensação de ouvir Dick cantando “aos pés de ouvido”.

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