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Tiro na testa


Leandro Chades Bettecher

Leandro Chades Bettecher

Leandro Chades Bettecher é cantor, violonista, poeta, romancista, jornalista e compositor. Formado em Letras Literatura e um dos lideres da banda Maloca dos Braga.

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  10.agosto.2022

Essa semana li um livro em dois dias, Cartas na rua do Bukowisk. Quando estou sem telefone leio bastante. Na semana passada li Origem de Dan Brow. Estou muito contente após essas leituras. As narrativas e diálogos me abriram a mente para eu poder escrever melhor.

Estou agarrado em meu romance policial, é uma coisa que eu dificilmente escrevo, mas como comecei tenho que terminar, não sei quando irei terminar. Só sei que uma hora ele sai.

Tenho feito muitas crônicas, adoro escrever através desse estilo, acho que é como se fosse um diário, sei lá. Gosto dessa forma de falar do dia a dia, sem perder a essência do lirismo. Rubem Braga por exemplo não era poeta, entretanto suas crônicas era pura poesia.

Escrevi um livro de poesias, ficou legal, vendi dois até agora, nunca anunciei nem fiz propaganda, acho que ainda vendi muito. Quem sabe um dia alguém descubra e compre alguns. Para falar sobre um filho da puta que sabia escrever algumas coisas interessantes e ninguém deu valor.

Muitos bons artistas nunca tiveram sucesso em vida, o mundo é cruel com muitas coisas, inclusive com a arte, embora as futilidades sejam um prato cheio para esse momento de atual situação mundial.

Sejamos complacentes, está foda.... Somos obrigados a conviver com coisas que estão passando dos limites, e olha que me refiro só a arte de maneira geral. Não quero entrar na política, nem nessa massa de manobra chamada de “gados”, que andam matando por uma simples discussão em uma balada. Estão metendo bala, tomem cuidado por favor.

Enquanto isso, PM está matando por conta de um pino de pó (o amigo deu um teco a mais). Guarda Municipal foi pego em flagrante roubando picanha, sorvete e chocolate importado, em supermercado. Pelo menos ele tem bom gosto eu diria. O momento está propício ao tiro na testa, esta é a nova onda do momento, e se não acertar, serve no tronco e demais regiões.

Só sei que o Brasil perdeu um grande campeão mundial da arte suave e foi com um tiro na testa. Ah e adivinha, o atirador era policial, estava bêbado e talvez drogado. Era “gado”, ou seja, viva a arminha, ela está salvando muitas vidas, estamos vendo.

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