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DESAFIOS DA NOVA GESTÃO PÚBLICA


  11.outubro.2016

A situação das finanças públicas de Cachoeiro só piorou nos últimos anos, isso é um fato inexorável. O esvaziamento econômico do sul tão falado nos últimos tempos, mas que já vem de longas datas tem feito com que as prefeituras sejam obrigadas a se reorganizar para que as finanças não se tornem o caos do serviço público. Quem conhece os problemas que vivem os municípios, sabe que é humanamente impossível uma prefeitura como Cachoeiro ser administrada da forma que foi nos últimos anos. Quando falamos de últimos anos, não estamos nos referindo só a este governo que encerra este ano, a prática de não organizar os serviços públicos vem de outrora e infelizmente o atual governo não deu um basta nos problemas de gestão fazendo se valer da mesma “moeda de troca” de administrações anteriores, as competências organizacionais atribuídas aos municípios pela constituição federal, ainda está muito longe de ser cumprida. Um alerta ao novo gestor: Não dá mais para continuar a desorganização na estrutura funcional da prefeitura, a gestão vive cheia de pessoas aposentadas onerando ainda mais a folha, a prefeitura de Cachoeiro tem um número absurdo, abusivo e criminoso de pessoas contratadas e comissionadas para não fazer nada enquanto servidores de carreira capacitados, até porque foram aprovados em concurso público, são encostados nos cantos em desfavor de uma administração pública séria e austera, vocês verão agora quem é o principal ator responsável pelo Princípio da Continuidade dos Serviços Públicos. O servidor de carreira! É preciso entrar na secretaria de administração, por exemplo, um secretário que seja servidor de carreira, mas que queira acabar com a farra de desvio de função nessa prefeitura, é servidor recebendo como professor “escondido” em funções administrativas em outras secretarias, quando deveriam estar nas salas de aula, servidores da saúde também encostados em outras secretarias com postos médicos desprovidos de atendimento adequado para população, é preciso mandar cada um para sua função para a qual foi aprovado em concurso, mas que seja valorizado lá, também cargos em comissão concomitantes a cargos efetivos que precisam ser extintos, enfim, uma desorganização total. Não primaram até agora pelo princípio da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade, muito menos eficiência, esses sim, são os princípios que norteiam a administração pública, não estão nem ai para estes elementos constitucionais. É preciso, portanto, que o próximo gestor venha para combater o gasto público e esse "câncer" que é o "cabide de emprego", essa desgraça que destrói o serviço público e que as pessoas que ele tenha que trazer para sua gestão, sejam pessoas com competência organizacional. Não tem mais lugar no mundo da administração pública para essa gestão mecanicista que ainda impera na maioria dos municípios brasileiros, é preciso estabelecer urgentemente, uma visão holística na forma de se administrar os serviços, até porque, o governador já mandou recado para todos: “Não tem dinheiro, saibam administrar os recursos de seus municípios”. O recado está dado.



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