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Parte 8 - Patronos e Patronesses das Escolas de Cachoeiro de Itapemirim


 Gilber Rubim Rangel

Gilber Rubim Rangel

Advogado pós-graduado em Direito Civil e Direito do Trabalho. Pesquisador e genealogista associado do IHGES, CEGH, IHGGS e ABRASP.

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  12.setembro.2022

ANACLETO RAMOS (1874-1970) Político, fazendeiro e empresário. Nasceu em Itapemirim-ES e faleceu em Cachoeiro de Itapemirim-ES, aos noventa e seis anos. Filho de Antônio José Ramos e Francisca da Penha Ramos. Casou-se com Carly Levy Ramos, patronesse de um logradouro público em Cachoeiro de Itapemirim e detentora do título de “Cachoeirense In Memoriam” (1960). Não tiveram filhos. Anacleto teve as patentes de: Tenente (1904), capitão (1910) e Coronel (1953). Foi delegado de polícia (1906); diretor do Jornal “O Momento” (1924); membro (1922) e Venerável Mestre da “Loja Maçônica Fraternidade e Luz”; presidente da “Santa Casa de Misericórdia” (1946-1948) e diretor do “Clube de Caçadores” (1946), ambos em Cachoeiro de Itapemirim. Doou um terreno para o cemitério de São João Batista, em São João do Muqui, atual Muqui (Diário da Manhã, de 20/09/1910, pág. 2). Era proprietário da fazenda Aquidabã, transformada no empreendimento imobiliário denominado “Novo Parque Aquidabã” (Folha Capichaba, de 6/4/1952), cuja planta do loteamento foi aprovada em 1954 (Dec. Mun. nº 109/1954).

Homenageado pelo município de Cachoeiro de Itapemirim, que deu seu nome:

(a) em 1948, a um logradouro público no bairro Aquidabã, ‘Rua Anacleto Ramos” (Lei Mun. nº 19/1948);

(b) em 1960, ao “Grupo Escolar” construído em convênio com o MEC-Ministério da Educação e Cultura, no bairro Ferroviários. Atualmente denominado “EMEB Anacleto Ramos” (Lei Mun. nº 667/1960); e,

(c) em 1970, luto oficial de três dias quando do seu falecimento, em 11 de outubro (Dec. Mun. nº 1.282/1970).

ELÍSIO CORTES IMPERIAL, nome correto Elysio Costa Imperial (1912-1958) Professor e advogado. Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim-ES e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, aos quarenta e seis anos, em decorrência de broncoplegia consequente a peritonite generalizada (FS, óbito, 8ª circunscrição, reg. 77.088, pág. 52v). Filho de Mário Corte Imperial, patrono de um logradouro público, no bairro Ferroviários e Elisa Oliveira Costa Imperial. Casou-se com Edith Marochi Imperial. Teve três filhos, dentre eles: Mariza e Marieliza. Primo paterno do produtor artístico Carlos Imperial. Elísio foi colaborador e redator do jornal “A Época” (1946-1948). Nomeado promotor público. Professor do “Colégio Estadual Muniz Freire” (1948); Membro da ACL-Academia Cachoeirense de Letras. Agraciado com o título de “Cachoeirense in Memoriam” anos 1950 (Dec. Mun. nº 28.665/2019).

Homenageado pelo município de Cachoeiro de Itapemirim, que deu seu nome:

(a) em 1961 a um logradouro público no bairro Aquidabã, “Praça Elísio Imperial” (Lei Mun. nº 728/1961);

(b) antes de 2018 a escola de educação infantil e ensino fundamental do bairro Teixeira Leite. Atualmente denominada “EMEB Prof. Elísio Cortes Imperial” (Dec. Mun. nº 27.520/2018).

MONTEIRO LOBATO, nome completo José Renato Monteiro Lobato, alterado para José Bento Monteiro Lobato (1882-1948) Advogado, promotor, escritor, editor, ativista, fazendeiro e tradutor. Nasceu em Taubaté-SP e faleceu em São Paulo-SP, aos sessenta e seis anos, de arteriosclerose cerebral (FS, Taubaté, óbito, livro 120, reg. 31.409, pág. 260). Filho de José Bento Marcondes Lobato (†1898) e Olímpia Augusta Lobato. Casou-se em 1908 com Maria Pureza da Natividade de Souza e Castro, "Purezinha" (1885-1959). Teve quatro filhos: Ruth, Martha, Edgar e Guilherme (1912-1938). Era neto materno de José Francisco Monteiro (1830-1911), primeiro e único Barão e Visconde de Tremembé-SP, de quem herdou a “Fazenda Buquira”, onde hoje é o município que leva o seu nome. Graduado pela “Faculdade de Direito de São Paulo” (1900-1904), onde teve por orientador Antônio Quirino de Souza e Castro ("Dr. Quirino"), avô de sua esposa. Nomeado promotor público em Areias-SP (1907). Autor de quase uma centena de livros, dentre eles vinte e três da série “Sítio do Pica Pau Amarelo”, que escreveu entre 1921 a 1947. Seus livros foram traduzidos para mais de uma dúzia de idiomas.

Homenageado pelos estados:

(1) de São Paulo, que deu seu nome a um município no vale do Paraíba, “Município de Monteiro Lobato” (Lei Est. nº 233, de 24 de dezembro de 1948);

(2) do Paraná, também com um município, “Município de Lobato” (Lei Est. nº 2.804 de 31/7/1956); e

(3) do Espírito Santo, que instituiu o “Dia da Estória”, a ser comemorado em 18/04, dia do aniversário dele (Lei Est. nº 3.530/1983 e Lei nº 10.973/2019). Homenageado também, por dois municípios capixabas, com o patronato de escolas. Atualmente denominadas:

(a)EMEI Monteiro Lobato”, em Santa Teresa, no bairro Várzea Alegre;

(b)EMEB Monteiro Lobato”, em Cachoeiro de Itapemirim, no bairro Alto União (Lei Mun. nº 2.706/1987).

Até a próxima.

Conheça a biografia dos patronos das demais escolas públicas do Espírito Santo, clicando aqui www.facebook.com/groups/687300339061960.

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