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Parte 5 - Patronos e Patronesses das Escolas de Cachoeiro-ES


 Gilber Rubim Rangel

Gilber Rubim Rangel

Advogado pós-graduado em Direito Civil e Direito do Trabalho. Pesquisador e genealogista associado do IHGES, CEGH, IHGGS e ABRASP.

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  31.julho.2022

Nesta quinta parte da série sobre os Patronos e as Patronesses das Escolas Públicas de Cachoeiro de Itapemirim apresento a biografia de mais três pessoas que merecem ter o seu nome no frontispício das escolas.

AURORA ESTELLITA HERKENHOFF (1891-1965) Nasceu em Recife-PE e faleceu em Cachoeiro de Itapemirim-ES, aos setenta e quatro anos. Filha de Pedro Estellita Carneiro Lins e Francisca Luísa Sampaio Lins. Casou-se com Alfredo Herkenhoff. Teve pelo menos onze filhos, dentre eles: Pedro Estellita Herkenhoff, patrono da escola de ensino fundamental do bairro Waldir Furtado Amorim; e João Batista Herkenhoff, juiz estadual, professor da UFES e ativista dos Direitos Humanos. Foi segunda vice-presidente da “Associação dos Professores Católicos de Cachoeiro” (1935); Junto com seu marido fundou o “Ginásio São Pedro”, a “Escola Normal” e a “Escola Técnica de Comércio”, onde foi a diretora (1948).

Homenageada pelo município de Cachoeiro de Itapemirim, que em 1968 deu seu nome a atual escola de educação infantil e atendimento educacional especializado do bairro Aquidaban, denominada “EMEB Aurora Estellita Herkenhoff”.

DEUSDEDIT BAPTISTA (1912-1999) Professor, advogado, desportista, radialista e jornalista. Filho de José Cupertino Baptista e Carmem Faria Baptista. Casou-se com Théa Jones Baptista. Teve cinco filhos: Carlos Eduardo, Deusdedit Júnior, Lindoya, Moema e Iraê. Nomeado como professor titular da cadeira de desenho (Dec. Est. nº 8.001/1936) e professor temporário de inglês (Dec. Est. nº 8.014/1936) da “Escola Normal Muniz Freire”, de Cachoeiro de Itapemirim, onde foi paraninfo dos formandos da turma de 1936 e 1946 e diretor (1937, 1946-1947). Foi também, conselheiro fiscal do “Estrela Futebol Clube” (1946); redator-chefe do Jornal “A Época” (1946-1949); vereador e candidato a prefeito pelo PSB-Partido Socialista Brasileiro (1947), com o lema “um grande Prefeito para um grande município”, mas não obteve êxito. Além de ter exercido os cargos de diretor municipal de educação (1972-1973) e de administração (1983, 1988). Foi também, Procurador-Geral municipal (Dec. Mun. nº 6.369/1988) e diretor da FDCI- Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim (1977, 1980).

Homenageado pelo município de Cachoeiro de Itapemirim, que: (a) decretou luto oficial de três dias pelo seu falecimento (Dec. Mun. nº 12.162/1999), (b) deu seu nome a biblioteca da Câmara Municipal e ao “Prêmio Professor Deusdedit Baptista”, que “visa identificar, valorizar, disseminar e recompensar experiências de ensino/aprendizagem de qualidade” (Lei Mun. nº 5.387/2002); e, (c) antes de 2005, o patronato da escola de educação fundamental, do bairro Coramara. Atualmente denominada “EMEB Prof. Deusdedit Baptista”.

ELISEU LOFÊGO (1903-1978) Advogado, professor e filólogo. Nasceu em Rio Pardo, atual Iúna-ES e faleceu em Cachoeiro de Itapemirim-ES, aos setenta e quatro anos. Filho de Anna Rodrigues Lofêgo e do italiano Giuseppe, naturalizado José Antônio Lofêgo, coronel da Guarda Nacional e presidente municipal de Rio Pardo por dez mandatos (1905-1920), sendo o primeiro a ser eleito pelo voto popular (1914). Casou-se com Eny Gonçalves Lofêgo. Pai do Procurador de Justiça Sérgio Gonçalves Lofêgo (1936-1986). Irmão dos prefeitos de Iúna-ES: Francisco Lofêgo Netto (1930) e Antônio Lofêgo (1905-1912, 1914-1920). Sobrinho materno do ex-presidente municipal de Iúna (1900) Domingos Vivácqua. Estudou no “Colégio Pedro II” (1922) e na “Faculdade de Direito” do Rio de Janeiro (1927). Foi delegado de polícia, em Muqui (1928); juiz de direito substituto, em Cachoeiro de Itapemirim (1929); articulista do Jornal Cachoeirense “A Época” (1944-1948); um dos fundadores da FDCI-Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim, e ocupante da cadeira de Direito Administrativo (1965) e conselheiro do TCE-ES (1963-1966) um dos fundadores da ACL – Academia Cachoeirense de Letras (1962). Na condição de “Secretário do Interior e Justiça” presidiu a comissão que firmou o acordo sobre o limite territorial entre os estados do Espírito Santo e Minas Gerais (1964). Autor dos livros: “Direito Municipal”, “Crimes de Responsabilidade dos Prefeitos”, “Limites (acordo Entre Espírito Santo e Minas Gerais)” (1968), dentre outros.

Homenageado pelo estado do Espírito Santo, que deu seu nome a escola do bairro Rui Pinto Bandeira, em Cachoeiro de Itapemirim. A escola se chamava “EEEF Eliseu Lofêgo. Mas, depois da municipalização passou a se chamar “EMEF Eliseu Lofêgo”.

Até a próxima.

Se o leitor desejar conhecer a biografia dos patronos das demais escolas dos municípios capixabas, poderá fazê-lo visitando a página do Facebook: “Patronos das Escolas Públicas do Espírito Santo” (www.facebook.com/groups/687300339061960).

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