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Parque Tecnológico do Litoral Sul Capixaba


Diego Ramon

Diego Ramon

Bacharel em Turismo pela pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com experiências profissionais no setor privado e público

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  08.outubro.2020

O desenvolvimento da região sul capixaba terá que, obrigatoriamente e em um curto espaço de tempo, almejar o planejamento de ações robustas. Como qualquer ser humano necessita progredir, uma cidade ou região precisa também sair da inércia e movimentar-se em uma direção que assegure estabilidade social e crescimento econômico sustentável de determinada região.

Neste sentido um Parque Tecnológico pode ser um bom caminho a seguir, pois já é algo consolidado em várias regiões do Brasil e do mundo, portanto uma ação aprimorada, com vários cases de sucesso, e com boas chances de ser corretamente implementada.

O Parque Tecnológico difere-se do Parque Industrial, basicamente, na questão de incluir a pesquisa em seu rol de atividades, ou seja, dentro de um Parque Tecnológico, além de empresas e indústrias é possível encontrar, por exemplo, universidades. Dessa maneira a ação proposta consegue mitigar grandes deficiências regionais do litoral sul capixaba, especificamente a atração de empresas e centros de estudos (Universidades, Institutos Federais, Sebrae, entre outros).

Pela grandiosidade do projeto, o mais sensato seria englobar uma região, com características e identidade semelhantes. Como o caso dos municípios limítrofes do litoral sul capixaba, especificamente Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy.

Tendo como base o maior case de sucesso do mundo de um Parque Tecnológico, o Silicon Valley (Vale do Silício), localizado na Baía de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos. É possível constatar que o Vale do Silício é composto por várias cidades, entre elas Berkeley, San Francisco, San Jose e Stanford, e hoje é difícil até de mensurar com exatidão quantas cidades compõe o vale. Sendo uma região que explora muito a cultura empreendedora e inovadora, com pesquisas, start-ups e empresas conceituadas, principalmente no ramo da tecnologia.

Dessa forma é possível constatar como um empreendimento desse porte pode agregar valor regional, transformar a cultura local e ser uma importante vetor de fomento econômico.

Trazendo para a realidade do litoral sul capixaba, guardando logicamente suas devidas proporções, é possível sonhar com o “Parque Tecnológico do Litoral Sul Capixaba”, sendo que existem importantes características comuns entre os municípios de Presidente Kennedy, Marataízes e Itapemirim, destacando para o referido projeto:

Capital financeiro – os três municípios citados possuem bons rendimentos oriundos dos royalties do petróleo, e necessitam diversificar seus investimentos para aumentar o crescimento econômico regional, com mais oportunidades de trabalho e menos dependência econômica da população por recursos públicos;

Área limítrofe – o interior do litoral sul capixaba ainda é pouco explorado e pode servir de base principal para o Parque Tecnológico, especificamente na área limítrofe entre os referidos municípios;

Vocação – as cidades precisam descobrir o que querem ser, qual sua vocação. Como por exemplo:

Presidente Kennedy, devido aos investimentos do Porto Central já tem sua vocação delimitada para este projeto, e deverá angariar empresas específicas para exploração de petróleo, logística e afins.

Marataízes poderá seguir o caminho estrutural e receber empresas de inovação tecnológica, como também estações de energia limpa (eólica, solar, por exemplo) e estação de dessalinização da água do mar.

E Itapemirim, atualmente já com um polo Universidade Aberta do Brasil (UAB), pode continuar nesse caminho e ser o importante braço de pesquisa do Parque Tecnológico, agregando outras universidades e qualificando a população local para atuar no referido projeto.

Todavia por ser um projeto de grande porte necessitará de um esforço de igual intensidade, mas nada é impossível se não tentar, como diz São Francisco de Assis “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.”

A associação desses municípios para projetos específicos precisa ser uma constante, seja para manter um hospital que atende a região, ou seja, para facilitar o crescimento econômico regional com, por exemplo, a construção de um Parque Tecnológico. O importante para o desenvolvimento é planejar e ser proativo, caso contrário a tão promissora região do litoral sul capixaba acabará não aproveitando esse momento ímpar para o desenvolvimento econômico de sua história.

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