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Cachoeiro-ES e a maldição da Agersa

Cachoeiro-ES e a maldição da Agersa

Vanderley Teodoro de Souza

  Por Redação

  01.julho.2018 às 23:18Atualizado em 02.julho.2018 às 03:37

Os diretores presidentes que passam pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cachoeiro de Itapemirim (Agersa) estão destinados quase sempre a provações incomuns no serviço público. É um cargo de mandato com a soma da quarentena após seu cumprimento. É um órgão pouco transparente.

Logo na atual governança, o indicado Vilson Coelho não superou a pressão de 1 ano e pediu para sair. A primeira renúncia espontânea desde sua criação presidida pelo ambientalista Edson Carone, filho do saudoso prefeito Gilson Carone, na gestão do terceiro mandato do então prefeito Theodorico Ferraço. Na época, funcionava bem.

A partir de então, com poderes ampliados na transição do SAAE para gigantes como o Grupo Águia Branca e depois Odebrechet, esta última sócia minoritária do grupo BRK, muita confusão e o contribuinte nem sabe de suas atribuições. Trata-se de autarquia introvertida, com fundo da ordem atual em caixa de R$ 5 milhões.

O atual presidente , Vanderley Teodoro de Souza, será sabatinado na sessão da Câmara de Vereadores. Na verdade, o Legislativo trata mais como uma apresentação e menos como oportunidade de veto ou censura. Ele é um servidor cedido da prefeitura de Vila Velha para a Prefeitura de Cachoeiro e no início do ano indicado para presidir o órgão. Uma transação complicada.

Vanderley já tinha sido nomeado em setembro de 2017 para analisar os contratos de saneamento e do transporte. Ele recebe salário de R$ 4,5 mil da Prefeitura de Vila Velha e mais R$ 5 mil da Agersa. Tem pouco trabalho se considerar que mora em Vila Velha e antes de findar a semana volta para a casa. Serve por quadro dias úteis semanalmente no máximo em Cachoeiro-ES.

O novo presidente da Agersa foi o "matemático" responsável pela planilha de custos do serviço de coleta de lixo que opera péssimo serviço. A pretexto de economizar, seus números quebraram a empresa. Obriga a Prefeitura a contratar outra em decreto de emergência, não se sabe a que custo, por três meses como determina a lei, se o prefeito desejar consertar o vácuo deixado neste serviço.

Sobre seus ombros recaem hoje a responsabilidade de planilhar com acuidade o transporte coletivo público e a empresa de saneamento e fornecedora de água. Ele só não pode confundir metodismo com cartesianismo que engessa e quebra os serviços, enveredando-se pelo caminho da irresponsabilidade e improbidade, achando-se o supra-sumo dos números.

Ele também foi controlador financeiro da empresa Peugeot na Grande Vitória que foi à falência. Vanderley foi testemunha de defesa do ex-patrão acusado de crime de falsidade ideológica pelo Ministério Público. Metódico, calculista, sobre o contrato da BRK, por certo, tem como regular, enquanto parecer jurídico da diretoria antecessora ofertava irregularidade na renovação.

Contudo, mesmo com muitos senões, os vereadores cachoeirenses são anfitriões e hospitaleiros. Ninguém lhe causará embaraço sobre a conduta ilibada - exigência pétrea para estar no cargo - e nem sobre a proteção de quem o firma em tão boa posição de agente público em terras de Newton Braga, Rubem Braga, Roberto Carlos e outros expoentes.

A Agersa continua sob a Espada de Dâmocles com seus súditos contribuintes sem conhecer de sua existência e abastância.


Fonte: folhadoes.com

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